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Publicado por em 12 12UTC agosto 12UTC 2011 em Uncategorized

 

CINELÂNDIA, CANDELÁRIA, BRASIL

COLUNA DE MARCO ANTONIO ARAÚJO

ornalista desde 1987, quando escreveu crítica de teatro para o extinto jornal A Voz da Unidade, do PCB. Ajudou a fechar outro veículo, A Gazeta Esportiva, onde foi diretor de redação.

 

Cinelândia, Candelária, Brasil

8 Cinelândia, Candelária, Brasil

 

Brasileiro gosta de tragédia. E a da Cinelândia está aí para mostrar essa nossa vocação mórbida e insaciável. Só falta botar a culpa no governo, para que se complete a receita infalível da falsa comoção nacional.

Não faltou nem a megalomania às avessas, outro aspecto marcante do caráter tupinambá. “Parecia o Word Trade Center” e “imagina se fosse durante o horário comercial, quanta gente não morreria” foram as exclamações mais ouvidas nas arquibancadas montadas em cada esquina, mesa de boteco e sala de jantar.

Estou convicto de que muita gente acha que o estrago foi pouco. Sério mesmo. Ninguém vai confessar uma tara dessas em público. Mas garanto que quase ouço um murmúrio de decepção.

É um roteiro conhecido e que se repete exaustivamente. Seja no desmoronamento de um morro, na enchente devastadora, na seca no Nordeste.

Nunca está bom? Pois logo a seguir, nos invadirá uma sensação de vazio, ou melhor, de esquecimento e frieza quando nos chegam à lembrança fugaz essas hecatombes que voltarão a nos visitar.

Poxa vida, resmungaria algum mais exaltado, bem que poderia haver um tsunami no Brasil. Daqueles bem japoneses, sabe? Mas, também, caramba, não há terremotos nessa terra abençoada por Deus e bonita por natureza.

Minha tese é a de estarmos tão acostumados às tantas tragédias do nosso cotidiano (elas se repetem e se perpetuam), que sempre ficamos à espera de algo ainda pior, doentio, atroz. Desde que aconteça com outros, evidentemente.

Daqui a uma semana, um mês, tudo se encaixa na revoltante normalidade. Afinal, nenhuma providência será tomada, nada será feito para acabar com esse ciclo vicioso e masoquista.

Ou seja, aprendemos a conviver com aquela morte lenta e dolorosa, mesquinha até, que nada tem de dramática. Embora devesse nos encher de indignação e nos colocar num luto perpétuo pelo que esse país deixa de ser a cada dia.

Que cada um dos mortos da Cinelândia jamais caia no esquecimento leviano. Que o futuro não reserve a eles, em nossa memória, a mesma vala comum que tiveram, por exemplo, os seis meninos de rua e os dois sem-tetos chacinados na Candelária.

Ou os cidadãos soterrados numa cratera de metrô. As famílias de Angra dos Reis, Jardim Pantanal, Nova Friburgo. Os milhares de vítimas anônimas da violência policial. As centenas que estavam na queda dos voos da TAM e da Gol. Os incontáveis que morrem sem atendimento na calçada de hospitais. São tantos. Nunca está bom?

Já são muitos os nossos mortos. Todos merecem o mais sincero respeito. Mas nossa maior homenagem seria, em seguida, praticarmos a mais vigilante indignação. Todo dia. Até que a morte de uma só pessoa inocente fosse o bastante para virar uma tragédia.

A morte de cada homem nos diminui. Assim falou o poeta. Esse é o murmúrio que eu gostaria de ouvir.

OPINIÃO DO BLOG:

FAÇO MINHA AS SUAS PALAVRAS. E NÓS TAMBÉM!

 

DISCURSO DE UM ILHEENSE

 
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Publicado por em 27 27UTC janeiro 27UTC 2012 em CIDADE, EM CIMA DA HORA, UTILIDADE PÚBLICA

 

TUCANOS/SP: CASA É BOA. ´POBRE É QUE ESTRAGA

COLUNA DE PAULO HENRIQUE AMORIM


Saiu no R7 artigo de Ricardo Kotscho:

CDHU: casa é boa, pobre é que estraga

O sonho da casa própria está virando um pesadelo para as famílias do conjunto habitacional Paulo Gomes Romeo, em Ribeirão Preto, interior paulista. As cerca de 200 casas populares,  entregues pelo governador Geraldo Alckmin em dezembro, apresentam variadas falhas de construção, mas mesmo assim foram ocupadas pelos moradores contemplados.
Após receber muitas queixas, o diretor regional da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), Milton Vieira de Souza Leite, foi fazer uma inspeção na manhã de quinta-feira para ver o que estava acontecendo. E chegou a uma inacreditável conclusão: as casas são boas, os pobres que foram morar nelas é que estão estragando tudo.
“A gente conhece o nível de educação dos moradores. O pessoal veio da favela. Não está acostumado a viver em casa”, afirmou o sábio, em entrevista gravada pela repórter Gabriela Yamada e publicada na Folha desta sexta-feira.
E disse mais: “Você não consegue mudar a educação delas somente mudando de local”. Para ele, seria necessário um trabalho social a longo prazo para ensiná-las a morar numa casa.
Entre outras barbaridades, Souza Leite insinuou que, além de ignorantes, os moradores são tarados e vagabundos.
Ao falar do caso de uma moradora que reclamou da pia da cozinha ter caído ao colocar sobre ela uma cesta básica, resolveu fazer graça, como relata a repórter:
“O que ela foi comer era outra coisa, disse, insinuando que a pia caiu durante uma relação sexual. Mais adiante, ao encontrar moradores dormindo, saiu-se com essa: Você viu? Não sei se eles estavam dormindo porque trabalharam à noite ou porque continuam sem fazer nada”.
O dirigente da CDHU também responsabilizou os moradores pelas fissuras encontradas em volta de portas e janelas: “As portas são fixas com bucha. A camada de revestimento é muito pequena, e a forma como vai batendo a porta, em uso comum, vai provocar uma fissura”.
Ao final da inspeção, Souza Leite procurou tranquilizar os moradores, garantindo que as casas do recém-inaugurado conjunto Paulo Gomes Romeo não correm risco de desabar. Menos mal.
Até o momento em que escrevo este texto, não há notícias de que o diretor regional Milton Vieira de Souza Leite tenha sido demitido do cargo.
Uma coisa é certa: os últimos acontecimentos em São Paulo estão mostrando que não se trata de eventuais acidentes de percurso de uma administração pública, mas de um método. A culpa é sempre dos pobres.
A política “policial-higienista”, que já “limpou” as áreas da Cracolândia e do Pinheirinho, agora encontrou os responsáveis pelas casas populares com defeito: os seus moradores. Espera-se que a PM não seja chamada para resolver o problema.

 
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Publicado por em 27 27UTC janeiro 27UTC 2012 em Uncategorized

 

OS ANOS SE PASSARAM… MAS, OS PROBLEMAS AINDA SÃO OS MESMOS!!

COLUNA DE PAULO GONDIM

Paraibano, advogado,poeta, cordelista, comunista, mora em São Paulo, sem perder o orgulho de ser nordestino!

Os anos se passaram… mas, os problemas ainda são os mesmos !!

Que coisa hein?!!!

Inundada,……..já ficava ! ! ! ! ! !

Marginal Tiete (1960) ……………naquela época, não existia a “Marginal” ! ! ! !

Túnel do Anhangabaú (1963) ………….., também conhecida como a: “BANHEIRA DO ADHEMAR BARROS”.

Av 9 de Julho (1963)

Vale do Anhangabaú (1967) ,……………..OLHA UMA DKW ! ! ! ! O famoso buraco do Adhedmar!!!!

Rua Teixeira Leite (1956) …….olha o bonde aí geeeente ! ! ! ……..”din, din um para a “Light” e outro pra mim ! !”

Av Cruzeiro do Sul (1957) ………útil era ter que usar GALOCHA ! ! ! !


JÁ IMAGINOU QUE, ISSO JÁ ERA NAQUELA ÉPOCA ! ! ! ! !

 
 

PRAIA DO MARCIANO. UM LOCAL DE MUITO LIXO, TRÁFICO DE DROGAS, PROSTITUIÇÃO E PEDOFILIA.

EDITORIAL:

PRAIA DO MARCIANO. UM LOCAL DE MUITO LIXO, TRÁFICO DE DROGAS, PROSTITUIÇÃO E PEDOFILIA.

 Recebi através do meu e-mail correia2012@gmail.com, do leitor LEANDRO CERQUEIRA uma denúncia sobre a PRAIA DO MARCIANO a qual passo a reproduzir na íntegra.

“Boa noite Correia venho aqui através deste, pedir ajuda para divulgar a situação de nós moradores da praia do marciano, mais precisamente, das mediações da CRECHE DO MEIRA, que é de total abandono por parte das autoridades desta cidade. A rua virou um verdadeiro “lixão”, onde contêm vários ratos, e pestes em geral, colocando em risco a saúde de todas as pessoas que por aqui moram e frequentam a bela praia do marciano. 

Mando em anexo as fotos, que são provas do abandono e desrespeito com todos nós.

Desde já meus agradecimentos.

Espero respostas.”

Normalmente quando recebo uma denúncia, procuro verificar a sua veracidade in loco, e desta vez não seria diferente.

Ontem, 24, estive na PRAIA DO MARCIANO e o que presenciei foi um verdadeiro absurdo, um descaso total, onde o poder público nas figuras do Prefeito Newton Lima, Secretário de Serviços Urbanos, Sr. GERSON MARQUES e a Câmara de Vereadores demonstra que não tem nenhum conhecimento da verdadeira situação do local.

O que encontrei foi uma praia suja, cheia de LIXO, numa demonstração clara de abandono.

PRINCIPAL ENTRADA PARA A PRAIA DO MARCIANO

ESTE É O CENÁRIO QUE SE VÊ NA PRAIA DO MARCIANO

COMERCIANTES E TURISTAS CONVIVENDO NO MEIO DO LIXÃO

O mais incrível é que o local tem como moradores um SECRETÁRIO E UM VEREADOR. 

Agora veja o depoimento do proprietário da CABANA SÃO JORGE

E, infelizmente, o lixo não é o único nem o maior problema que enfrentam os moradores.  No local  predominam as DROGAS, a PROSTITUIÇÃO e a PEDOFILIA, sem que nenhuma autoridade tome providências.

Na oportunidade colhi alguns depoimentos que vão deixar todos estarrecidos, principalmente o depoimento de uma advogada, DRª. MARIA CARMOZINA DIOGNES CAMPOS, que afirma, categoricamente, que o Prefeito NEWTON LIMA é igual a um MACACO pulando de galho em galho, e que a grande maioria dos políticos da nossa cidade estão contaminados com a VASSOURA DE BRUXA, uma praga que não afetou somente o cacau, mas, principalmente, as cabeças desses políticos atuais, que só pensam neles, só pensam em DINHEIRO, são todos GORJETEIROS.

Depois dessa entrevista, onde a Dra. MARIA CARMOZINA faz denúncias muito sérias, procurei o Presidente da Associação dos Moradores do Marciano, Sr. CARLOS, que colocou o nome da rua que dá acesso a praia, de Avenida São Carlos em homenagem ao seu próprio nome, pois foi ele quem fez todas as melhorias, inclusive, a referida avenida foi aberta com o seu dinheiro.

Os dias que estamos vivendo são dias de PESADÊLO, onde constatamos, cada vez mais, que a cidade de Ilhéus está vivendo um verdadeiro inferno, a mercê  de uma administração MENTIROSA, OMISSA e sem a mínima ÉTICA.

ILHÉUS PRECISA REPENSAR A FORMA de ELEGER SEUS DIRIGENTES.

ESTAREI DE OLHO!

E PARA QUE TUDO ISSO DEIXE DE ACONTECER…

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(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, uma imprensa de baixa qualidade, e BLOG’S sensacionalistas, tem uma importância tão grande quanto aqui em Ilhéus. Simplesmente TODOS ÊLES se transformaram em um grande partido político – o PIO, Partido da Imprensa Oportunista.

 

(*) Edição do Blog CorreiaNeles de 25 de janeiro de 2012. A transcrição ou copia deste texto é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas..


 

 

QUAL É A MARACUTAIA DE PINHEIRINHO?

COLUNA DE PAULO HENRIQUE AMORIM

QUAL O NOME E O SOBRENOME?  

Um colonista (*) da Folha e da pág. 6 do Globo (dos dois !), também dado a Historialismo (combinaçao de História com Jornalismo e não é um nem outro), publica o que parece ser um merchandising de uma empresa privada e aproveita para acusar um líder comunitário de provocar o Massacre do Nahas e do Alckmin em Pinheirinho.

O que esperar dele e do PiG (*) ?

Conversa Afiada prefere seguir outra trilha, além daquela proposta pelo delegado Protógenes Queiroz, que localizou na origem do Massacre e da ambiguidade sobre a posse da terra uma chacina.

É a proposta por Conceição Oliveira, brava blogueira do Viomundo, que consultou a advogada Flavia Penido:

1) Quem são os únicos credores da massa falida do Naji Nahas (que o colonista chama de “financista”…) ?

A União e a Prefeitura de São José dos Campos

O crédito  da Prefeitura advém da execução fiscal por não pagamento do IPTU.

Qual a origem do crédito da União ?

Quem sabe não se descobre isso na 18ª vara do Foro Central de São Paulo, na  Selecta S/A, empresa falida de Naji Nahas.

2. Sobre a execução fiscal do IPTU em São José dos Campos, de prefeito tucano:

-> por que esse processo não andou?
-> quem são os procuradores que atuaram?
-> por que a prefeitura não levou o bem a leilão?
-> por que Prefeitura não manifestou interesse em adjudicar o bem? 

3. Sobre o papel da União – clique aqui para ler “Gilberto Carvalho, por que ‘no te callas’ ?”.

O que a União poderia fazer quanto ao crédito e transformá-lo isso em algo concreto para os moradores ?

(Se a União era credora, por que não agiu mais rápido ? – PHA)

Onde se esconde a maracutaia que está na origem do Massacre ?

Como se sabe, marcutaias têm nome e sobrenome.

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

 

MEIRA DEIXA FONTE ABANDONADA DA PRAÇA CAIRU, INFESTADA DE LARVA DO MOSQUITO DA DENGUE

Veja o que esse bloguerio recebeu através do seu e-mail correia2012@gmail.com de JORLY GUZZI que tem como título “FONTE ABANDONADA NA PRAÇA CAIRU” uma denúncia que passo a reproduzir na íntegra:

“Passando ali pela Pc Cairu, olha so o que encontrei: uma fonte abandonada com agua cristalina e limpinha sem ninguem pra perturbar quem? O MOSQUITO DA DENGUE, a fonte encontra-se infestada da larva do mosquito em pleno centro da cidade. @@ so ne ve quem nao quer.”

UM VERDADEIRO ATENTADO A SAÚDE DA POPULAÇÃO

VAMOS FICAR DE OLHO!

PRA TUDO ISSO SÓ TEMOS DUAS SOLUÇÕES…

A PRIMEIRA

E A SEGUNDA…

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(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, uma imprensa de baixa qualidade, e BLOG’S sensacionalistas, tem uma importância tão grande quanto aqui em Ilhéus. Simplesmente TODOS ÊLES se transformaram em um grande partido político – o PIO, Partido da Imprensa Oportunista.

 

(*) Edição do Blog CorreiaNeles de 25 de janeiro de 2012. A transcrição ou copia deste texto é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas..

 
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Publicado por em 25 25UTC janeiro 25UTC 2012 em BAIRROS, CIDADE, DENUNCIAS, EM CIMA DA HORA, POLICIA, SAÚDE, UTILIDADE PÚBLICA

 

POR QUE A ALEMANHA É DIFERENTE?

COLUNA DO SITE:

Por que a Alemanha é diferente?

Autor(es): MARCOS CORONATO. COM NATHALIA PRATES
Época – 23/01/2012

Os alemães estão no meio da crise europeia, e mesmo assim sua economia mantém o vigor, a confiança e o poder para afetar o mundo, incluindo o Brasil. Qual é o segredo?

O continente europeu continua instável. Períodos de relativa calmaria são logo interrompidos por sinais de que a crise econômica do continente pode se agravar ainda mais – e rapidamente. Como se anunciasse um grande terremoto para breve, o Velho Continente continua sofrendo com pequenos, mas regulares, tremores. Menos a Alemanha. A economia alemã, mesmo no centro da crise europeia e rumando para uma possível recessão em 2012 (após um belo crescimento de 3% em 2011), segue digna de confiança de investidores. Muitos se perguntam por quê. Há historiadores que recuam ao ano 9 na busca da origem de uma força singular dessa nação. Guerreiros de diferentes tribos se agruparam na floresta fechada e lamacenta de Teutoburgo, no território que o Império Romano chamava de Germânia. Sob o comando do chefe Hermann (ou Armínio, na versão latina), eles se esconderam e emboscaram três legiões romanas, aniquilando 15 mil soldados. Os romanos recuaram e nunca mais tentaram seriamente conquistar a Germânia. Ali floresceriam leis e costumes muito característicos – e um país que viria a se chamar Alemanha.

A mais recente demonstração de confiança nos alemães foi dada na sexta-feira 13 de janeiro, quando a agência de classificação de risco Standard & Poor”s passou a considerar nove países europeus menos confiáveis como pagadores de dívidas, incluindo a França, sem tocar na nota que caracteriza a Alemanha como porto seguro econômico. Logo no início do ano, o país havia recebido outra deferência. A maior empresa de administração de recursos do mundo, a americana Black Rock, afirmou que a crise na Europa poderia piorar muito (um cenário que a empresa chama de Nêmesis, a deusa grega da punição e da vingança). E listou quais seriam os pouquíssimos investimentos seguros no mundo nesse caso: estocar ouro e emprestar dinheiro para alguns países, como os Estados Unidos, o Japão e – adivinhou? – a Alemanha.

Os feitos e a reputação da economia animaram o país, nos últimos anos, a clamar por seu lugar de volta na política global. Desde a reunificação, em 1990, a Alemanha passou a atuar em frentes diversas – compôs a força internacional de combate aos talebans no Afeganistão, participou de negociações entre israelenses e palestinos e negocia com outras potências para se tornar membro permanente do Conselho de Segurança da ONU. Mas o que fizeram os alemães para desfrutar esse status, mesmo sem resolver a crise europeia? Essa questão pode ser dividida em algumas perguntas-chave, reveladoras sobre o que aconteceu naquela parte do mundo desde que os germânicos impediram o avanço romano, 2 mil anos atrás.

1. Por que confiar na Alemanha?
O hábito de economizar faz parte da cultura alemã. A poupança das famílias equivale a 11,3% do PIB, bem acima dos 4,5% do Brasil e da maioria dos países ocidentais. O sociólogo e economista alemão Max Weber, em 1905, associou essa obstinação em trabalhar e acumular, assim como a aversão ao perdularismo, à ética protestante. Mas isso não significa que os bancos e o governo sejam especialmente prudentes. Quatro grandes bancos alemães já precisaram de ajuda governamental para não quebrar na atual crise (alguns deles ainda devem precisar de novo socorro). O governo também andou fora da linha. “Entre 2000 e 2009, só em cinco anos o deficit da Alemanha ficou dentro do limite de até 3% do PIB, estabelecido pela Zona do Euro. A Finlândia e a Suécia trabalham com deficits menores”, diz o economista Hartmut Sangmeister, da Universidade de Heidelberg. Os credores confiam no governo em Berlim não porque ele exiba situação financeira impecável, mas pela resolução e rapidez com que ele age, quando necessário.

O gasto público já vinha sendo restringido e crescia em ritmo inferior ao do conjunto da economia desde 2004. Em 2010, por causa da crise, o governo aumentou o esforço, com aumentos de impostos (a competitividade do país é organizada para resistir a esses impactos) e cortes de gastos (as medidas incluem a demissão de 15 mil funcionários públicos). Graças ao esforço de sobriedade, a dívida pública está em queda mais rápida que a esperada, e o saldo negativo das contas voltou para abaixo dos 3% do PIB.

2. Como os alemães mantêm os empregos?
Depois da reunificação, em 1990, a Alemanha teve de fechar empresas ineficientes da metade comunista. O nível de desemprego aumentou e chegou a picos de 12% da população ativa. Nos últimos anos, porém, o índice passou a cair e, em dezembro, chegou a uma baixa recorde de 6,8%, mesmo durante a crise no continente.

Os economistas Michael Burda, da Universidade Humboldt, de Berlim, e Jennifer Hunt, da Universidade McGill, no Canadá, listaram algumas explicações. Antes da crise, as empresas alemãs já mostravam comedimento – contratavam devagar e davam aumentos que acompanhavam os ganhos de produtividade. Esses dois fatores já inibiriam as demissões. Mas os alemães conseguiram reduzir o desemprego durante a crise – mesmo com cortes de gastos públicos, que normalmente esfriam a economia – também por causa da reforma trabalhista, iniciada em 2003. Os contratos se tornaram mais flexíveis, para contemplar, por exemplo, empregos por tempo determinado. Os “bancos de horas” se tornaram difundidos e são levados muito a sério – horas trabalhadas a mais, até certo limite, podem ser convertidas em horas de folga futuras, o que dá flexibilidade às empresas para produzir menos sem demitir. A poderosa indústria alemã não defendeu sozinha o emprego no país. “A Alemanha criou no setor de serviços muitos empregos flexíveis, com meia jornada”, diz o sociólogo alemão Werner Eichhorst, diretor do Instituto de Estudos do Trabalho, em Bonn. A mão de obra alemã ainda se beneficia de uma ótima educação, que produz um grande número de trabalhadores altamente produtivos e especializados – valorizados pelas empresas.

3. Como eles resistem à China?
O saldo comercial positivo da Alemanha com o resto do mundo – o que o país recebe pelas exportações, menos o que paga pelas importações – foi de € 154 bilhões em 2010. No mesmo período, o saldo do Brasil foi de um décimo desse total, e os Estados Unidos tiveram saldo negativo equivalente a mais de € 600 bilhões. O resultado impressionante da Alemanha foi obtido no comércio com 234 países e territórios, ou seja, o mundo inteiro. E decorre, principalmente, de dois fatos.

Primeiro, grande parte da indústria da Alemanha ainda consegue evitar a concorrência chinesa, porque exporta bens intermediários – aqueles comprados por empresas, não por indivíduos. Enquanto o resto do mundo tenta, em vão, competir com a China na produção de calçados, roupas, brinquedos, eletroeletrônicos e bugigangas em geral, os alemães correm por fora, abastecendo o planeta com produtos químicos, turbinas, geradores, máquinas pesadas e tudo mais que seja necessário para colocar uma fábrica em funcionamento (itens desse tipo correspondem a quase metade da exportação alemã). Por causa da expansão das empresas em países como China e Brasil, a demanda por esses produtos fora da Zona do Euro cresceu 25% no ano passado, segundo a economista Dorothea Lucke, do Instituto Alemão de Pesquisa Econômica.

A fórmula não é à prova de falhas, já que a China também avança rapidamente para a produção de máquinas industriais. A economia alemã conta, no entanto, com um segundo trunfo: o país reúne muitas empresas pequenas e médias, que empregam muitas pessoas e são ágeis para se adaptar às circunstâncias. “As pequenas e médias empresas na Alemanha são muito fortes, muito competitivas. Elas trabalham sempre de olho no mercado global, para exportar”, afirma Antônio Corrêa de Lacerda, coordenador do Comitê de Economia da Câmara Brasil-Alemanha e economista-chefe da Siemens.

4. Como a Alemanha mantém os benefícios sociais?
O império alemão criou, a partir de 1883, direitos como seguro-invalidez e aposentadoria por idade. Hoje, o sistema inclui auxílios de custo para moradia, educação e cuidados infantis. Para sustentá-los, a carga tributária da Alemanha supera os 40% do PIB. Manter as contas do país sob controle exigiu que o sistema evoluísse. Ele chegou a consumir 33% do PIB. Hoje está perto de 26% e em avaliação – os programas sociais devem perder mais € 40 bilhões até 2014. A mudança leva em conta o envelhecimento da população. O limite mínimo de idade para aposentadoria começa a aumentar em 2012, um mês por ano, até chegar a 67 anos em 2035. O gasto com serviços de saúde sobe mais lentamente que nos demais países ricos devido a uma reforma aprovada em 2007 – antes da crise global. Para um povo com fama de inflexível, os alemães, quem diria, têm se mostrado mestres do jogo de cintura.

 
 

QUER TOMAR UM BANHO DE SOL EM ILHÉUS?

VENHA COMIGO!

Recebi do nosso leitor WAGNER GENTIL  da série ROLANDO NA NET

 

 

VOCÊ AINDA TEM DÚVIDAS SE DEVE PARTICIPAR DO PROJETO ………

ESTOU DE OLHO!

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(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, uma imprensa de baixa qualidade, e BLOG’S sensacionalistas, tem uma importância tão grande quanto aqui em Ilhéus. Simplesmente TODOS ÊLES se transformaram em um grande partido político – o PIO, Partido da Imprensa Oportunista.

 

(*) Edição do Blog CorreiaNeles de 25 de janeiro de 2012. A transcrição ou copia deste texto é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas..

 

AO CONTRÁRIO DA BAHIA, RONDÔNIA EXPORTA PEIXE PARA A EUROPA

Matéria publicada no site http://www.photossintese.blog.br/index.php?option=comcontent&amp%3Bview=article&amp%3Bid=540%3Aao-contrario-da-bahiarondonia-exporta-peixe-para-europa&amp%3Bcatid=41%3Aaquicultura-e-pesca&amp%3BItemid=60#.Tx_lyHjxHI8.blogger]

Artigos Aquicultura e Pesca
Escrito por Ed

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Todas as semanas, entre seis e oito mil quilos de tambaquis produzidos em tanques redes na região central e centro-sul do Estado são adquiridos pela empresa Mar e Terra, que tem sua base de processamento de pescado no município de Itaporã, em Mato Grosso do Sul. Lá os tambaquis rondonienses são preparados em cortes especiais, principalmente as “ventrechas” (costelinhas), que são exportadas e muito apreciadas pelos europeus.

Segundo Thiago Tetsuo Ushizima, diretor de pesquisa da Mar e Terra, metade dos tambaquis adquiridos em Rondônia é comercializada no mercado interno e outra parte segue para o exterior. Na avaliação de Thiago, o tambaqui “é um produto que tem potencial entre os consumidores europeus, pelo sabor delicado . 

O produto Costela de Tambaqui pré cozida, produto apresentado na Europa em parceria com Halieutis, ser eleito, em evento especial PRIX D´ ELITE 2011 na Feira de Bruxelas, em primeiro lugar como Melhor Produto para Food Service.

 A costelinha de pacu/tambaqui é um produto diferenciado, único, com alto teor de gordura, uma das razões que confere sabor acentuado e característico. Como exemplo de composição do produto, a costelinha tem ao redor de 14g de gorduras totais, enquanto filé pintado 3,2g, filé de pirarucu 2,8g e filé de tilápia 1,1g. 

Para se ter uma idéia aproximada do potencial piscoso de Rondônia, só no município de Pimenta Bueno, um produtor rural Pedro Megumi Yoko Yamia, tem previsão de produzir 10 milhões de alevinos de tambaquis nesta safra de 2012. De acordo com o veterinário Carlindo Pinto Filho, gerente de pesca da secretaria de Agricultura e Pecuária (Seagri), a região do grande Ariquemes, que concentra um elevado número de produtores de pescado, “produz entre 10 e 11 milhões de alevinos por ano”. 

Só nestas duas regiões são produzidos por ano mais de 20 milhões de filhotinhos de tambaquis, que no prazo de 14 meses criados e alimentados em cativeiros estão pesando entre um quilo e meio a dois quilos, vivo, no ponto de ser comercializados para o abate. O sistema de parceria entre produtores de alevinos e pequenos produtores rurais, incrementado pela compra e venda do pescado vem apresentando excelentes resultados, gerando emprego e rendas. 

O Governo de Rondônia fixou uma meta até 2014, de produzir 80 mil toneladas de pescado, incentivando os pequenos e médios produtores rurais, principalmente aqueles da agricultura familiar. O secretário de Agricultura e Pecuária, Anselmo de Jesus, diz que o Estado “tem condições de alcançar a meta traçada até 2014”.

Fonte:http://www.correiopopular.net/LKN/headline.php?n_id=16474&titulo=Rond%C3%B4nia%20exporta%20peixe%20para%20Europa

 
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Publicado por em 25 25UTC janeiro 25UTC 2012 em CIDADE, CURIOSIDADES, ECONOMIA, EM CIMA DA HORA, UTILIDADE PÚBLICA

 
 
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